Ainda que sufoque todos os traços ténues do teu rostoos meu olhos te gritam.
Se por momentos a palidez me assombra
a face
de novo o rubor insiste em surgir
não me pareço
em nada igual sendo que um nada
outrora fui.
Deixo pisadas as palavras que te guardo
sem resposta
deixo-as contigo, não as suporto mais
são envelhecidas e agora padecem
nesta profunda e lenta dor…
Grito nas palavras que me ardem na garganta
No sangue fresco e àspero que me sai pela boca
São estas as dores, as minhas dores
São as cinzas em palavras
simples porquês do que não pede resposta
à pergunta que nunca foi feita…
( deixo-vos mais um escrito meu, de volta à poesia, espero que gostem :) volto a repetir que todos os escritos se encontram devidamente registados na IGAC )