segunda-feira, julho 28, 2008

Cont.


Deixo-vos mais um pequeno excerto do meu livro, espero que gostem :)
(...)
(...) Morre-me o corpo aos pedaços, corpo sem alma, sem vida, ausente de mim desde que te perdi… Hoje sou o todo do vazio que me preenche, o vazio que me deixaste! Hoje é a saudade quem te chora e perfuma os meus dias. Esta falta tua… sufocante…O pó das horas mistura-se agora no pó dos meus dias. Por onde andas meu amor que te não vejo, nem a ti nem a nada deste mundo pois meus olhos levaste na hora da tua morte… (...)

( respondendo a uma pergunta que me foi feita, todos os textos aqui expostos encontram-se devidamente registados, tanto os mais antigos como estes que venho publicando, sendo portanto expressamente proibida a sua cópia!)


domingo, julho 20, 2008

Estrela da Tarde ( Carlos do Carmo)

Um dos mais lindos poemas de amor que conheço... :)
Era a tarde mais longa de todas as tardes que me acontecia
Eu esperava por ti, tu não vinhas tardavas e eu entardecia
Era tarde, tão tarde, que a boca, tardando-lhe o beijo, mordia
Quando à boca da noite surgiste na tarde tal rosa tardia
Quando nós nos olhamos tardamos no beijo que a boca pedia
E na tarde ficamos unidos ardendo na luz que morria
Em nós dois nessa tarde em que tanto tardaste o sol amanhecia
Era tarde demais para haver outra noite, para haver outro dia.
Meu amor, meu amor
Minha estrela da tarde que o luar te amanheça e o meu corpo te guarde.
Meu amor, meu amor eu não tenho a certeza se tu és a alegria ou se és a tristeza.
Meu amor, meu amor eu não tenho a certeza.
Foi a noite mais bela de todas as noites que me aconteceram
Dos noturnos silêncios que à noite de aromas e beijos se encheram
Foi a noite em que os nossos dois corpos cansados não adormeceram
E da estrada mais linda da noite uma festa de fogo fizeram.
Foram noites e noites que numa só noite nos aconteceram
Era o dia da noite de todas as noites que nos precederam
Era a noite mais clara daqueles que à noite amando se deram
E entre os braços da noite de tanto se amarem, vivendo morreram.
Eu não sei, meu amor, se o que digo é ternura, se é riso, se é pranto
É por ti que adormeço e acordo e acordado recordo no canto
Essa tarde em que tarde surgiste dum triste e profundo recanto
Essa noite em que cedo nasceste despida de mágoa e de espanto.
Meu amor, nunca é tarde nem cedo para quem se quer tanto!

( Poema de Ary dos Santos cantado por Carlos do Carmo)


quarta-feira, julho 16, 2008

Anjo Azul

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Quero agradecer a visita sempre tão amiga te todos. Agradeço também a visita daqueles que passam silenciosos mas que eu sei da vossa presença ;) Hoje em vez de mais um excerto do livro que estou a escrever deixo este poema que escrevi há algum tempo, espero que gostem...

Pudesse eu descrever-te nas palavras
Ou na simples passagem do vento
Brotassem aromas do teu cheiro…
Pudesse eu pintar-te de mil cores
E serias meu anjo azul
Pérola do mar…
Pudesse eu entre sonhos a descoberto
Beijar teus olhos com amor
Serias minha voz cansada
Meu descanso dos sós…
Ficariam minhas lágrimas tatuadas
Com o teu olhar de menino inocente…
E se um dia as tuas palavras me tocarem a alma
Farei de ti a minha poesia eterna…