
Sou medo, gelo, calor ardente.
Sinto o que de mim sobra, pouco ou nada.
A alma perfumada e inquieta, se existes…
Sou eu, mas nunca só, sede e fome do pobre que vejo a mendigar na rua.
É inútil, não sinto, não cheiro, sabem-me a fel as palavras que me raspam a garganta.
Sinto o que de mim sobra, pouco ou nada.
A alma perfumada e inquieta, se existes…
Sou eu, mas nunca só, sede e fome do pobre que vejo a mendigar na rua.
É inútil, não sinto, não cheiro, sabem-me a fel as palavras que me raspam a garganta.
Sou o todo do vazio com que nasci, da alma que me escapa, das vezes que me gelam os dedos e me morre o corpo aos pedaços...













