Sangro meus dedos na certeza
Do teu toque, um dia…
Tento matar as palavras
Silenciá-las em minha boca
As que chamam por ti
As que te choram…
Que me condenem com a cegueira
Por meus olhos te terem amado
Que minha alma se despeça de mim
E os vultos da morte
Me atormentem os dias
Que me seja negada a luz
O calor…
Que eu morra à míngua
Por me ter saciado no teu amor
Serei crucificada
E apedrejada, viverei nas trevas
Alimentada com a escuridão
Sou pecadora sem remissão
Mas não me choro,
Não me lamento
Não me sinto…
Como sentir um corpo
Já morto e podre?
Abandonado de vida
Rejeitado pela alma
Corpo defunto
Corpo meu
Rejeitado… pelo teu…
Do teu toque, um dia…
Tento matar as palavras
Silenciá-las em minha boca
As que chamam por ti
As que te choram…
Que me condenem com a cegueira
Por meus olhos te terem amado
Que minha alma se despeça de mim
E os vultos da morte
Me atormentem os dias
Que me seja negada a luz
O calor…
Que eu morra à míngua
Por me ter saciado no teu amor
Serei crucificada
E apedrejada, viverei nas trevas
Alimentada com a escuridão
Sou pecadora sem remissão
Mas não me choro,
Não me lamento
Não me sinto…
Como sentir um corpo
Já morto e podre?
Abandonado de vida
Rejeitado pela alma
Corpo defunto
Corpo meu
Rejeitado… pelo teu…

