segunda-feira, abril 23, 2007

Corpo Defunto

Sangro meus dedos na certeza
Do teu toque, um dia…
Tento matar as palavras
Silenciá-las em minha boca
As que chamam por ti
As que te choram…
Que me condenem com a cegueira
Por meus olhos te terem amado
Que minha alma se despeça de mim
E os vultos da morte
Me atormentem os dias
Que me seja negada a luz
O calor…
Que eu morra à míngua
Por me ter saciado no teu amor
Serei crucificada
E apedrejada, viverei nas trevas
Alimentada com a escuridão
Sou pecadora sem remissão
Mas não me choro,
Não me lamento
Não me sinto…
Como sentir um corpo
Já morto e podre?
Abandonado de vida
Rejeitado pela alma
Corpo defunto
Corpo meu
Rejeitado… pelo teu…

terça-feira, abril 17, 2007

Apresentação do meu livro "Fiz-te Poema!" em Espite


Apresentação do meu livro "Fiz-te Poema!" na terra dos meus pais, Espite. À direita na mesa, Presidente da Junta de Freguesia Espite João Trezentos, de pé a declamar um dos poemas, o Vice-Presidente da Câmara Municipal Ourém, Dr.Vitor Frazão, Eu e Emanuel, Editor da Magna.
( Eu, Dr. Vitor Frazão Vice-Presidente da Câmara Municipal Ourém e o Presidente da Junta de Freguesia Espite)
Um muito obrigada à Junta de Freguesia de Espite e à Câmara Municipal de Ourém, por esta bonita sessão e pelo apoio que sempre me deram e continuam a dar, muito obrigada!!! correu muito bem!!!

Emanuel, Editor da Magna



Eu e o Dr. Vitor Frazão,Vice-Presidente da Câmara Municipal de Ourém


segunda-feira, abril 02, 2007

Quero chorar-te em negros prantos
Esta sofrida agonia de te perder…
Miserável eu te peço
Que me devolvas meus olhos
Para que te possa chorar…

Nada mais tenho
Para além destes versos
Estes versos que te escrevo
Neles brota o meu sangue
Que me arde nas veias
E me fere o coração.

Deixa-me pisar a terra fria
Em que jaz o teu corpo inerte
Nele está o meu já sem vida…
Canto-te meus gritos defuntos

Nos pés do teu frio túmulo,
Já não pertenço mais à vida
Desde que te perdi
Beijo agora o rosto da morte…